Em três dias, Iguaba Grande vacinou mais de seis mil pessoas contra Febre Amarela

 

O objetivo é vacinar 18 mil pessoas

Iguaba Grande segue na campanha de vacinação contra a Febre Amarela, hoje, 22, a Secretaria de Saúde recebeu do Ministério da Saúde, uma nova remessa de doses da vacina para reabastecer todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS), que segundo Leonidas Heringer, Secretário da Saúde, já imunizou cerca de 6630 pessoas.

“Conseguimos, em três dias, imunizar mais do que a cidade costuma vacinar o ano inteiro. Um terço das pessoas indicadas a receber a vacina já estão imunes”, afirmou o Secretário.

Segundo o Ministério da Saúde a vacina é a principal forma de proteção contra o mosquito transmissor da doença. De acordo com Leonidas, a campanha segue o cronograma sem nenhuma surpresa, segundo ele, a população não deve se desesperar, pois o Estado e o Ministério da Saúde então cumprindo com o prometido e mantendo o envio das doses. “Teremos quantidade suficiente para imunizar todos os moradores da cidade que estão no grupo de indicados a receber a vacina”, concluiu Leonidas.

Para se vacinar, basta comparecer a uma UBS, e não estar incluso no quadro de pessoas contra indicadas a receber a imunização, ou seja, crianças com a idade menor que nove meses, pessoas com hipersensibilidade a algum dos componentes da vacina e portadores de imunodeficiências. Gestantes, mulheres amamentando, idade acima de 60 anos e portadores de HIV devem consultar um médico.

A vacina contra a febre amarela é constituída de vírus ativo atenuado e apresenta eficácia acima de 95%, protegendo o ser humano por 10 anos ou mais. A Febre Amarela é transmitida pela picada de um mosquito infectado, existem dois tipos da doença, a de zona rural, onde os mosquitos são encontrados em área de mata e a do tipo urbana, no qual a reprodução do mosquito e o contágio acontecem nas cidades. Em todo o Estado do Rio de Janeiro não há registros de febre amarela urbana, por isso a estratégia da Secretaria de Estado de Saúde é imunizar as pessoas que moram em áreas de mata, como Casimiro de Abreu, cidade onde foi registrado o primeiro caso de morte por febre amarela no Estado.

Texto: Tiago Gouveia e Daniele Beldon

Foto: Felipe Lopes