HISTÓRIA

11 de maio de 2011 188

No dia 13 de março de 1994, cerca de 94 por cento dos eleitores foram às urnas concordando com a emancipação do distrito de Iguaba Grande, que pertencia a São Pedro da Aldeia, foi criado pela Lei 2 161, de 8 de junho de 1954, tendo se emancipado por intermédio da Lei Estadual 2 407, de 8 de junho de 1995, pelo então prefeito aldeense Rodolfo José Mesquita Pedrosa.
A votação popular para determinar a separação político administrativa de Iguaba Grande foi de grande importância para a Região dos Lagos. O Distrito então foi mais um a reivindicar soluções para problemas que o município não conseguia resolver, por isso, a busca da Emancipação. Iguaba Grande possui 22 bairros e um grande número de loteamentos e condomínios (com grande perspectiva de crescimento). Hoje, Iguaba Grande, segundo o censo realizado em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística possui uma população de aproximadamente 22.000 habitantes.
Iguaba possui 54 quilômetros quadrados de extensão territorial. Limita-se com os municípios de São Pedro da Aldeia e de Araruama e está ligado a Niterói pela Rodovia Amaral Peixoto, da qual dista 119 quilômetros e 139 quilômetros da Cidade do Rio de Janeiro. Outra opção é pela Rio-Manilha, através da BR-101, passando por Rio Bonito e Araruama, tendo acesso ao percurso que serve a Iguaba Grande, na moderna estrada da Via Lagos.
Considerada privilegiada por sua tranquilidade e belezas naturais, Iguaba Grande atrai veranistas e assíduos frequentadores, que desfrutam dos recantos pitorescos, possuindo uma boa estrutura de serviço com pousadas, hotéis, restaurantes e campings. A capela de Nossa Senhora da Conceição, símbolo da cidade e único patrimônio histórico tombado pelo INEPAC está situada em frente à praia, na Rodovia Amaral Peixoto, no quilômetro 96, entre residências e casas comerciais. Assemelha-se ao tipo mais simples das capelas jesuíticas, obedecendo ao estilo típico da época. Construída com argamassa, óleo de baleia, pedras e conchas. Além da reforma feita por Bento José Martins na primeira metade do século XIX, a pequena igreja sofreu, em 1972, uma segunda, que descaracterizou o seu interior.
Registra-se, também, como marco inicial, as centenárias palmeiras plantadas em frente ao Colégio Estadual Doutor Francisco de Paula Paranhos, que, pela altura e beleza, destacam-se na paisagem. Suas sementes são levadas por turistas brasileiros e até mesmo do exterior.
Assinala-se ainda que havia, no tempo das antigas fazendas, um porto batizado com o nome de “Madeira” devido ao grande carregamento deste material e que se localizava no hoje denominado Morro do Governo. O carregamento da madeira e de gêneros alimentícios era feito pelos escravos e transportado por barcos e carro de boi para Massambaba e outras localidades. O comércio local era abastecido por tropas de burros. Os lavradores vinham a cavalo comprar roupas e comestíveis e só pagavam quando chegava o tempo das colheitas. A pesca, por sua vez, era feita em rústicas canoas e os pescadores tocavam uma corneta para anunciar o desembarque do pescado.
estacao_tremComo toda cidade pequena do interior, Iguaba Grande também tinha sua estação de trem da Estrada de Ferro Central do Brasil. Fundada em 15 de maio de 1915, transportava passageiros e cargas, de Niterói a Cabo Frio e vice-versa. Alguns vagões ficavam parados perto da praia, onde hoje é o Condomínio das Garças.
Para armazenar água potável, a população utilizava-se de água de poço e da chuva, depositadas em cisternas domésticas e latas. O serviço de abastecimento encanado só veio em 18 de abril de 1978, após a fusão do estado da Guanabara com o Rio de Janeiro, na administração do Governador Faria Lima.
Iguaba Grande não possuía iluminação pública e somente por volta de 1940 é que a Prefeitura de São Pedro da Aldeia implantou o sistema, utilizando óleo diesel. A manutenção do gerador era feita por um funcionário e, logo que começava escurecer, ele ligava o motor, desligando-o às 22 horas.
O bairro de Igarapiapunha foi uma antiga fazenda que pertencia ao fazendeiro Francisco Cunha, que, até hoje, tem filhos, netos e bisnetos que moram na cidade. Existe uma rua com o nome do fazendeiro e, nesta rua, moram alguns de seus filhos, netos e bisnetos.

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